Organização Mundial da Saúde declara emergência global por avanço acelerado do ebola na República Democrática do Congo e em Uganda


O avanço rápido do vírus ebola na África Central acendeu o alerta máximo na comunidade internacional. Diante do aumento exponencial no número de vítimas e da velocidade de transmissão da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a crise como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, o segundo nível mais elevado de alerta da agência.
Segundo os relatórios oficiais mais recentes emitidos pelas autoridades sanitárias locais e monitorados por órgãos internacionais, o surto atual já causou pelo menos 136 mortes na República Democrática do Congo (RDC), com mais de 514 casos sob suspeita de infecção. A situação tornou-se transfronteiriça com a confirmação de que o vírus ultrapassou os limites territoriais do país: Uganda reportou casos suspeitos e a ocorrência de ao menos um óbito decorrente da febre hemorrágica.
Em relatos colhidos pela rede britânica BBC, moradores da região considerada o epicentro do surto detalham um cenário devastador e relatam que as pessoas infectadas estão morrendo “com muita rapidez”. A preocupação de especialistas é agravada pelo fato de que o vírus em circulação aparenta ser uma variante atípica (estirpe Bundibugyo) para a qual não há vacina ou tratamento preventivo de larga escala prontamente disponível no momento.
O ebola, identificado originalmente na própria RDC em 1976, é uma doença altamente contagiosa que se propaga por meio do contato direto com fluidos corporais de infectados. Os sintomas iniciais surgem entre dois e 21 dias, mimetizando uma forte gripe com febre alta e exaustão, evoluindo rapidamente para quadros de vômito, diarreia e hemorragias graves.
Diante da escala do contágio e da incerteza sobre a real extensão geográfica do surto, governos estrangeiros já começaram a se mobilizar. Os Estados Unidos emitiram um alerta de viagem de Nível 4, recomendando que seus cidadãos evitem viagens à República Democrática do Congo, e passaram a rastrear aeroportos e monitorar indivíduos que possam ter tido exposição recente ao vírus. Países vizinhos que dividem fronteiras secas com a RDC também reforçaram barreiras de controle sanitário para conter novas ramificações da doença.

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