BRASÍLIA — O ex-ministro e aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, reagiu publicamente às recentes declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionando a segurança e a transparência do sistema de votação eletrônica no Brasil.
O posicionamento do ex-decano do STF ocorre em um momento em que a retórica contra a Justiça Eleitoral volta a ganhar tração no debate político. Em manifestação recente, Flávio Bolsonaro insinuou dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas e fez alusões a supostas vulnerabilidades no processo de apuração dos votos, sem apresentar provas.
Em alerta direcionado à preservação das instituições democráticas, Celso de Mello destacou que a crítica ao processo eleitoral exige responsabilidade e embasamento concreto. “Em tema de tão elevada sensibilidade institucional, a crítica somente se reveste de legitimidade quando apoiada em evidências objetivas, idôneas e consistentes”, ressaltou o jurista, reafirmando que o Estado Democrático de Direito repele a substituição de fatos comprovados por meras insinuações infundadas.
A fala do ex-ministro soma-se a manifestações de outros nomes do Judiciário e do cenário político, como o ministro aposentado Marco Aurélio Mello e governadores que reiteraram confiança no sistema mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, a oposição acionou o TSE com pedidos de representação e aplicação de penalidades ao parlamentar por propagação de desinformação e descrédito às instituições eleitorais.
Com o avanço do calendário político, o embate reforça a firmeza do Poder Judiciário em blindar a credibilidade das urnas e combater narrativas que questionem, sem evidências, a segurança do sufrágio no país.
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