Marina Silva e base de Lula definem pré-candidatura ao Senado por São Paulo em consenso progressivo

SÃO PAULO — A definição das candidaturas do campo progressista para o Senado pelo estado de São Paulo avançou para um desfecho de alinhamento entre as legendas governistas. Em agenda pública realizada no Sindicato dos Trabalhadores em Coleta de Lixo, Varrição e Áreas Verdes da Cidade de São Paulo (SIEMACO-SP), a ex-ministra do Meio Ambiente e atual deputada federal Marina Silva (PSOL-Rede) afirmou que o processo de escolha dos nomes apoiados pela base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocorreu de maneira equilibrada e fruto de um “consenso progressivo”.

​A declaração ocorre em meio à consolidação da chapa governista na capital e no estado paulista, onde duas cadeiras estarão em disputa para o Senado Federal nas próximas eleições. De acordo com a ex-ministra, os alinhamentos e eventuais impasses entre legendas como PT, PSOL, Rede Sustentabilidade, MDB e PSB foram solucionados por meio do diálogo institucional.

​Além de Marina Silva, que formalizou sua pré-candidatura pela Federação PSOL-Rede, a chapa alinhada ao Palácio do Planalto em São Paulo também conta com o nome da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB). Ambas têm figurado nas posições de liderança nas pesquisas de intenção de voto no estado, disputando a preferência do eleitorado com nomes da oposição, como o ex-ministro Ricardo Salles (Novo) e o deputado Guilherme Derrite (PL).

​Resposta a críticas e desempenho nas pesquisas

​A construção da candidatura de Marina Silva por São Paulo passou por debates internos sobre regionalismo, já que a parlamentar construiu grande parte da trajetória política no Acre. Questionada sobre o tema recentemente, Marina rebateu os questionamentos classificando as acusações de “forasteira” como uma postura seletiva, ressaltando sua ligação de longa data com o estado paulista para tratamentos de saúde e para a atuação parlamentar como deputada federal.

​Levantamentos recentes de institutos de pesquisa indicam um cenário acirrado no eleitorado paulista, no qual a aliança liderada pelo PT busca maximizar o palanque regional em prol da governabilidade federal. A consolidação dos nomes de Marina Silva e Simone Tebet busca atrair tanto o eleitorado progressista quanto setores moderados de centro no maior colégio eleitoral do país.


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