Desde que assumiu o mandato no Senado Federal, em 2019, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) indicou um total de R$ 364 milhões em emendas parlamentares (valores corrigidos pela inflação). Levantamento realizado com dados do portal Siga Brasil aponta que o parlamentar concentrou expressiva fatia de suas indicações orçamentárias nas áreas de segurança pública e defesa nacional, ao mesmo tempo em que não destinou recursos para setores estratégicos como ciência e tecnologia, agricultura, habitação e transporte.
Distribuição dos recursos por área
A análise da destinação das verbas indica a ordem de prioridades do parlamentar ao longo do mandato:
- Saúde: R$ 185,5 milhões (50,8% do total, patamar ligeiramente acima do limite constitucional obrigatório de 50%).
- Defesa Nacional: R$ 79,5 milhões (liderando a destinação de emendas para a área no Congresso).
- Segurança Pública: R$ 70,9 milhões (segundo parlamentar que mais direcionou verbas para o setor).
- Outras áreas: Esporte e lazer (R$ 11,5 milhões), assistência social (R$ 6 milhões) e educação (R$ 2,9 milhões).
- Sem indicações: Ciência e tecnologia, agricultura, habitação, transporte, cultura e energia.
Posicionamento do parlamentar
Em resposta sobre os critérios de distribuição orçamentária, a equipe de Flávio Bolsonaro afirmou que a destinação foca em regiões com maiores vulnerabilidades e no fortalecimento de serviços essenciais, justificando o direcionamento maciço de verbas para a saúde e para as forças de segurança e defesa.
O debate sobre a alocação do Orçamento da União ocorre em meio à crescente centralidade do papel das emendas parlamentares na definição de políticas públicas regionais e no balanceamento de investimentos do governo federal.
Para entender melhor como funcionam a destinação e a transparência das emendas parlamentares direcionadas à área de Defesa, assista a este Análise sobre emendas de Defesa Nacional e transparência, que detalha os mecanismos e a fiscalização desse tipo de recurso.
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