Quatro passageiros são retirados de voo em Foz do Iguaçu após comentário sobre bomba em bagagem

​Uma brincadeira em local inadequado mobilizou autoridades e provocou o atraso de um voo comercial no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, no Paraná. Quatro passageiros foram retirados da aeronave pela Polícia Federal (PF) após um deles ter feito um comentário em tom de piada sobre a presença de uma bomba em sua bagagem durante o procedimento de embarque.

​O incidente ocorreu quando uma comissária de bordo solicitou que uma caixa de som fosse despachada para o porão do avião, devido às dimensões do objeto, que impediam o acomodamento na cabine. Durante o auxílio à funcionária por conta do peso do volume, o passageiro associou o peso da caixa à possibilidade de haver um artefato explosivo no interior.

​Diante do comentário, a tripulação aplicou rigorosamente os protocolos de segurança da aviação civil. A comissária alertou imediatamente o comandante da aeronave, que determinou a interrupção do embarque, o desembarque do grupo — composto por dois casais — e o acionamento da Polícia Federal.

​Encaminhamento e procedimentos legais

​Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para prestar esclarecimentos. No local, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção (previsto no artigo 340 do Código Penal).

​Após a checagem das bagagens e a realização dos procedimentos de varredura e avaliação de risco pela Polícia Federal para garantir a integridade da aeronave e dos demais viajantes, o voo com destino a Curitiba foi liberado para decolagem.

​Protocolos rígidos e legislação

​O caso reforça as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dos órgãos de segurança pública quanto a declarações desse tipo. Em ambientes aeroportuários, qualquer menção a explosivos, armas ou ameaças à segurança aérea — independentemente da intenção do passageiro ou do tom humorístico — é tratada com tolerância zero.

​Ações dessa natureza mobilizam recursos das forças de segurança, causam atrasos operacionais e podem resultar em responsabilizações nas esferas criminal e administrativa, com sanções que variam desde assinaturas de TCO até prisão em flagrante por exposição de aeronave a perigo.


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