×

Supercomputador projeta Brasil fora do pódio na Copa do Mundo de 2026 após milhares de simulações

Supercomputador projeta Brasil fora do pódio na Copa do Mundo de 2026 após milhares de simulações

​A dois dias da abertura histórica da Copa do Mundo de 2026 — a primeira a contar com o formato expandido de 48 seleções —, a ciência de dados trouxe um balde de água fria para os torcedores que sonham com o hexacampeonato. Um estudo estatístico detalhado projetou os 104 jogos do Mundial cerca de 10 mil vezes para calcular as reais chances de cada equipe e apontou a seleção brasileira fora das primeiras posições.

​De acordo com o modelo matemático desenvolvido pela Universidade de Reading, no Reino Unido, o Brasil surge apenas como o quarto principal candidato a levantar a taça em território norte-americano. Na projeção britânica, a equipe comandada pela comissão técnica da CBF aparece atrás de Argentina, França e Espanha. O professor James Reade, responsável pela pesquisa, destacou o extremo equilíbrio no topo, ressaltando que, embora a atual campeã Argentina lidere o ranking, as potências europeias estão praticamente empatadas em termos de probabilidade.

​O cenário se mostra ainda mais desafiador quando cruzado com outras ferramentas de inteligência artificial de destaque no mercado. O supercomputador da Opta Analyst, plataforma amplamente reconhecida no meio esportivo, adota um tom ainda menos otimista para a Amarelinha. Nas 10 mil simulações feitas pela empresa, o Brasil sequer figura no Top 5, estacionando na sexta colocação geral dos favoritos, com apenas 6,6% de chance de título. Nessa análise alternativa, a Espanha lidera com 16,1%, seguida de perto por França (13%), Inglaterra (11,2%), Argentina (10,4%) e Portugal (7%).

​Apesar do ceticismo matemático em relação ao título e à presença no pódio, os dados não descartam totalmente o favoritismo inicial do Brasil. O supercomputador aponta que a seleção tem 60,4% de probabilidade de terminar na liderança de sua chave na fase de grupos, o que manteria o tabu histórico de avançar em primeiro lugar mantido desde o Mundial de 1982. A chance de alcançar ao menos a fase de semifinal (ficando entre os quatro melhores) é calculada em 22,1% pela Opta.

​Os algoritmos de aprendizado de máquina utilizam variáveis dinâmicas e complexas para chegar a esses resultados, incluindo o índice de gols esperados (xG) de ataque e defesa, histórico recente de confrontos diretos oficiais, profundidade do elenco e até o desgaste logístico provocado pelos deslocamentos entre as três sedes (Estados Unidos, Canadá e México). Cabe agora aos jogadores, liderados pela experiência de Neymar e a juventude de nomes como Endrick, contrariar a lógica dos números dentro das quatro linhas a partir do dia 11 de junho.


Descubra mais sobre

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Publicar comentário

Descubra mais sobre

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo