O candidato ao governo do Paraná pelo PDT, Requião Filho, defendeu a reformulação do sistema educacional do estado e o retorno das unidades cívico-militares ao modelo de escola pública tradicional. Em declaração dada durante compromissos de campanha nesta terça-feira (18), o postulante questionou a eficácia do formato atual e criticou abertamente a presença de policiais militares na rotina pedagógica e administrativa dos colégios estaduais.
Durante sua manifestação, o candidato apontou que o projeto cívico-militar atua mais como uma “propaganda política e ideológica” do que como uma ferramenta efetiva de ganho de qualidade no ensino. Requião Filho afirmou que a prioridade do Estado deve ser a aprendizagem básica — com foco em leitura, escrita e matemática —, e não a mudança puramente estética e disciplinar das instituições.
”A minha preocupação não é com a propaganda, mas com a qualidade do ensino, se os alunos estão aprendendo de fato”, ressaltou o postulante, que negou a intenção de fechar turmas ou colégios, mas garantiu a revisão integral do modelo em uma eventual gestão.
A crítica à presença de agentes de segurança nas salas e pátios escolares contrapõe uma das principais bandeiras da atual gestão estadual. Requião Filho destacou que a segurança pública e a instrução pedagógica possuem finalidades distintas e que o efetivo policial não foi formado para exercer atribuições de coordenação ou docência no ambiente de ensino.
O debate sobre as escolas cívico-militares ganha centralidade na corrida ao Palácio Iguaçu, dividindo o eleitorado entre os defensores da disciplina militar nas salas de aula e as propostas da oposição focadas na valorização do corpo docente civil e em reformas estruturais da rede pública tradicional.
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