Em sabatina realizada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Paraná) na noite desta segunda-feira (17), o candidato ao Governo do Estado, Requião Filho (PDT), criticou a ausência de um planejamento de longo prazo para a infraestrutura paranaense. Durante o evento promovido pela seccional na Sala Cidadania e Democracia, o postulante defendeu uma reformulação nas diretrizes do setor para priorizar obras pelo impacto direto na qualidade de vida da população e no desenvolvimento das regiões.
“Não vejo um Paraná com o planejamento de obras interligadas e conectadas com o propósito. Vejo obras pragmáticas eleitorais. Obras que buscam trânsito de pessoas, não melhoria de vida. Eu quero um Paraná que cuide de pessoas”, declarou o candidato durante o debate mediado pelo presidente da OAB-PR, Luiz Fernando Casagrande Pereira.
A sabatina fez parte de um ciclo de debates promovido pela entidade com os concorrentes ao Palácio Iguaçu nas eleições estaduais. Além de responder a perguntas sobre direitos humanos, ensino e gestão pública, o candidato detalhou propostas contidas em seu plano de governo voltadas para a mobilidade e o escoamento da produção.
Integração de modais e rigor na gestão
O plano de governo do pedetista estabelece diretrizes para que investimentos em transportes sejam avaliados com base em critérios de redução de custos, desigualdades e isolamento regional. Entre as medidas apresentadas estão:
- Multimodalidade: Integração entre rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias para baratear o frete e mitigar o desgaste das estradas.
- Ferroeste: Recuperação da malha ferroviária estadual e ampliação das conexões intermodais.
- Infraestrutura portuária e viária: Modernização dos portos paranaenses e melhorias em rodovias estratégicas.
- Pedágios: Fiscalização rigorosa dos contratos de concessão, com foco no cumprimento do cronograma de obras e no valor das tarifas praticadas.
Requião Filho também confrontou a gestão estadual quanto ao contraste entre as ações divulgadas na mídia e as condições da malha viária enfrentadas pelos usuários. “Eu vejo um Paraná que eu adoraria que existisse de verdade. Mas eu vejo esse Paraná apenas nas redes sociais e na rede de televisão”, afirmou, sustentando que a infraestrutura deve deixar de ser tratada como vitrine eleitoral para se transformar em um projeto integrado com resultados efetivos.
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