Trabalhadores dos Correios declaram greve por tempo indeterminado em meio a impasse em negociação com a estatal
Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) aprovaram o início de uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação foi confirmada em assembleias estaduais após a categoria rejeitar as propostas apresentadas pela gestão da empresa pública durante as rodadas de negociação do acordo coletivo de trabalho.
O principal nó nas negociações envolve as condições e o custeio do plano de saúde dos funcionários. Sindicatos filiados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT) alegam que a proposta da estatal ameaça alterar garantias fundamentais da assistência médica para ativos e aposentados. Por outro lado, a direção dos Correios afirma que ofereceu o reajuste salarial integral pelo INPC e a manutenção dos benefícios, alegando ter havido avanço em quase todas as cláusulas debatidas.
O movimento grevista ganha força em um contexto delicado para a empresa. Durante os encontros e no anúncio dos resultados financeiros mais recentes, a estatal expôs um quadro operacional adverso, acumulando prejuízos bilionários ao longo dos últimos trimestres. Para mitigar o deficit, o governo federal estuda medidas de apoio e aportes contratuais, além da busca por financiamentos bancários.
Para conter os transtornos causados pelo movimento, a administração dos Correios informou a adoção de planos de contingência, que incluem o remanejamento interno de pessoal e o reforço em áreas operacionais estratégicas para assegurar a entrega de encomendas essenciais.
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