Polícia Federal revela que grupo de segurança paralela ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro mantinha rotina com férias de fim de ano e pagamentos milionários
Investigações recentes da Polícia Federal (PF) revelaram detalhes sobre a rotina operacional do grupo de segurança privada paralela ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens interceptadas pelos investigadores mostram que a célula apelidada de “A Turma”, responsável por monitoramentos e atos de intimidação, mantinha um funcionamento organizado que previa até mesmo descanso festivo de fim de ano e pagamento de bônus.
De acordo com o relatório encaminhado às autoridades jurídicas, as conversas envolvem o operador Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado como o líder direto da célula. Em diálogos registrados em dezembro de 2023, Marilson mencionava que os seis integrantes do grupo entrariam em férias nas semanas de encerramento do ano, aguardando apenas o aval final para a entrega de documentos e execuções pendentes antes da pausa.
A PF aponta que a estrutura mantida a serviço do empresário era remunerada com repasses mensais na casa dos R$ 400 mil, custeados por empresas vinculadas ao grupo empresarial do ex-banqueiro. O esquema dividia-se entre o braço operacional de intimidação (“A Turma”) e a divisão focada em táticas cibernéticas e monitoramento sigiloso (“Os Meninos”). Os desdobramentos das análises do material colhido pela PF integram o conjunto de provas sob apuração do Supremo Tribunal Federal.
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