Dino critica veto a jornalistas no plenário do STF e nega ter sido consultado sobre restrição
A decisão de restringir o acesso de jornalistas ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou repercussão interna e manifestações contrárias entre os próprios magistrados da Corte. O ministro Flávio Dino contestou publicamente a medida, classificando a proibição como injustificada e afirmando não ter participado de qualquer consulta prévia sobre a alteração nas regras de cobertura presencial.
A restrição, tratada como um ato inédito na rotina do tribunal, foi atribuída pelo setor de comunicação do STF a sugestões apresentadas por integrantes da própria Corte. No entanto, a falta de transparência sobre a origem direta do veto e os critérios adotados para afastar a imprensa do recinto principal ampliaram o descontentamento e as cobranças por esclarecimentos.
Pontos centrais do episódio
- Posicionamento de Dino: O ministro enfatizou que não há razões plausíveis para a exclusão dos profissionais de imprensa do plenário, destacando a importância do trabalho jornalístico na cobertura das decisões da Corte.
- Justificativa oficial: A assessoria de imprensa do STF sinalizou que a alteração atendeu a recomendações internas, sem detalhar formalmente quais ministros teriam solicitado a mudança.
- Impacto no trabalho da imprensa: Entidades de classe e jornalistas que cobrem o Judiciário apontam que a limitação do acesso direto compromete a transparência dos trabalhos e dificulta o acompanhamento presencial das sessões.
A medida segue sob questionamento, e a expectativa nos bastidores do Judiciário é de que o tema seja reavaliado pela presidência do tribunal para definir se o acesso presencial dos repórteres será restabelecido nos moldes tradicionais.
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