Ex-vereador Milton Leite é considerado foragido pela polícia em São Paulo após operação contra o PCC
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), não se apresentou à polícia paulista após ter sua prisão preventiva decretada na Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) com apoio de forças policiais. O político é considerado foragido pelas autoridades, uma vez que as equipes não o localizaram em seus endereços cadastrados durante o cumprimento dos mandados.
A ofensiva investiga a infiltração da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do sistema de transporte coletivo de ônibus na capital e em cidades do interior paulista, além do loteamento de contratos com a administração pública e financiamento irregular de campanhas eleitorais.
Segundo o Ministério Público, a apuração é um desdobramento direto da Operação Decurio, realizada em 2024, e identificou ao menos 12 empresas de transporte de passageiros sob o controle direto ou indireto da facção. O nome de Milton Leite aparece apontado em escutas, análises financeiras e documentos que indicam sua atuação e ingerência direta sobre a operação e contratos da concessionária Transwolff.
Em buscas realizadas em imóveis ligados ao político, agentes apreenderam quantias expressivas em dinheiro vivo — cerca de R$ 287 mil e US$ 89 mil —, além de mídias e documentos que passarão por periciais.
Por meio de contatos telefônicos e notas oficiais divulgadas por sua defesa, o ex-vereador declarou que não está foragido, mas em viagem fora da capital paulista. Ele assegurou que irá se apresentar voluntariamente às autoridades no prazo de 24 horas e negou veementemente qualquer ligação com o crime organizado ou participação na gestão e sociedade de empresas de ônibus, afirmando que sua relação com o setor rodoviário sempre teve caráter estritamente institucional.
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