Megaterremoto de 2011 deslocou o Japão para o leste e expandiu território do país, aponta estudo
O devastador terremoto de magnitude 9,1 que atingiu o Japão em 11 de março de 2011 — desencadeando um tsunami e o grave desastre nuclear na usina de Fukushima Daiichi — não apenas marcou a história recente do país, mas alterou fisicamente a sua geografia. Estudos geofísicos revelam que o fenômeno foi tão poderoso que provocou um deslocamento em massa do território japonês em direção ao leste.
Pesquisas indicam que partes do nordeste da ilha de Honshu, a maior do arquipélago, moveram-se cerca de 2,4 metros para a direita (em direção à América do Norte). Em algumas regiões costeiras mais próximas ao epicentro, sensores espalhados pelo país detectaram anomalias no solo apenas 13 minutos após o tremor principal, evidenciando o impacto imediato das ondas sísmicas na crosta terrestre.
Impactos estruturais e geográficos
Além de alargar certas seções da massa de terra do país, o megaterremoto alterou significativamente o relevo submarino e litorâneo:
- Fundo do mar: Investigações da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinho-Terra apontaram que o leito oceânico na área da Fossa do Japão se moveu impressionantes 50 metros no sentido leste-sudeste e subiu cerca de 7 metros.
- Subsidência costeira: Um trecho de 400 quilômetros do litoral japonês afundou verticalmente cerca de 60 centímetros, o que permitiu que as ondas do tsunami avançassem com maior velocidade e alcance continente adentro.
- Eixo da Terra: O abalo foi tão massivo que o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália calculou um deslocamento de aproximadamente 10 centímetros no eixo de rotação do planeta.
Cientistas alertam que os dados obtidos reforçam a necessidade de incluir esses mecanismos de deslocamento rápido em futuras avaliações de risco sísmico, uma vez que as deformações estruturais continuam sendo monitoradas pelas autoridades locais.
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