A dívida pública bruta dos Estados Unidos ultrapassou oficialmente a marca inédita de US$ 40 trilhões. A aceleração do endividamento acendeu o sinal de alerta em Wall Street e elevou o custo de captação do governo americano, pressionando as taxas dos títulos do Tesouro aos maiores níveis em anos.
O marco de US$ 40,047 trilhões foi atingido bem antes das projeções do mercado e de economistas. O agravamento das contas públicas ocorre sob o efeito de novos cortes de impostos promovidos pelos Republicanos no Congresso, custos adicionais do conflito com o Irã e o impacto financeiro da anulação, por parte da Suprema Corte, de tarifas de importação impostas pela administração Trump. A decisão judicial forçou o governo a devolver cerca de US$ 160 bilhões em arrecadações a empresas, enfraquecendo uma das principais fontes de receita planejadas pela Casa Branca.
Diante do nervosismo do mercado, o Tesouro dos Estados Unidos e o secretário Scott Bessent tentaram conter a volatilidade anunciando um aumento nas operações de recomprador de títulos federais de longo prazo. No entanto, as medidas não foram suficientes para reconquistar a confiança do mercado financeiro. O rendimento dos papéis de 30 anos atingiu marcas históricas, refletindo a exigência de prêmios de risco mais elevados por parte de fundos e governos estrangeiros para continuar financiando o Tesouro americano.
O cenário amplia a pressão sobre o presidente Donald Trump, cuja promessa de campanha de reduzir despesas e conter a trajetória da dívida esbarra em um déficit acumulado que já supera US$ 1,8 trilhão no atual ano fiscal. Promessas de cortes radicais via Departamento de Eficiência Governamental também entregaram economias muito abaixo do projetado originalmente, gerando contestação de órgãos de fiscalização. Conforme o pagamento de juros se aproxima de R$ 6 trilhões por ano, analistas e instituições fiscais alertam para o encolhimento do espaço orçamentário e a aproximação de um novo teto da dívida federal.
Descubra mais sobre O expresso Br
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



