Escolas Conectadas e ministérios atingem 68,4% das unidades públicas e miram universalização em 2026
O programa Escolas Conectadas, uma ação conjunta entre o Ministério das Comunicações (MCom) e o Ministério da Educação (MEC), encerrou o balanço de 2025 com a marca de 68,4% das instituições públicas de ensino conectadas. O índice coloca o Governo Federal em uma rota acelerada para cumprir a meta de universalização da internet banda larga em todas as unidades escolares do país até o final de 2026.
Até o momento, mais de 94 mil unidades já receberam infraestrutura de rede, beneficiando milhões de estudantes. O avanço é impulsionado por investimentos que somam R$ 8,8 bilhões, distribuídos entre recursos do Novo PAC, do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e do leilão do 5G.
Liderança regional e infraestrutura
Os dados mais recentes apontam o Paraná (83,6%) e o Piauí (81,4%) como os estados na vanguarda da conectividade escolar. De acordo com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a estratégia prioriza a instalação de fibra óptica onde há viabilidade técnica, recorrendo a soluções via satélite para áreas rurais e remotas.
”Nenhuma escola ficará para trás. Onde houver fibra, ela será o padrão; onde não houver, o satélite garantirá que o aluno da zona rural tenha as mesmas oportunidades digitais que o da capital”, afirmou o ministro em balanço divulgado nesta semana.
Novas frentes para 2026
Para garantir que os 31,6% restantes sejam alcançados, o governo lançou novas frentes de ação na virada para 2026:
- Seleção BNDES-Fust: Um novo edital, com inscrições abertas até 16 de janeiro de 2026, destina R$ 53,3 milhões especificamente para conectar 1.258 escolas nas regiões Norte e Nordeste.
- Investimento em Equipamentos: Além do sinal de internet, o MEC reforçou que a próxima etapa foca na compra de dispositivos (tablets e notebooks) e na formação de professores, visando o uso pedagógico real da tecnologia.
- Energia e Inclusão: Em unidades que ainda carecem de eletricidade, o programa prevê a instalação de geradores fotovoltaicos (energia solar) para sustentar a operação dos laboratórios de informática.
Desafios da reta final
Apesar do otimismo, o governo reconhece que o maior desafio reside nas escolas de “difícil acesso”. Cerca de 16,3 mil unidades em áreas isoladas exigem logística complexa. No entanto, o cronograma atual prevê que, com a conclusão dos leilões de conectividade e a execução dos recursos do Fust já contratados, o Brasil possa declarar a universalização da internet escolar até dezembro de 2026, transformando a exclusão digital em uma página virada na educação brasileira.







