A defesa da família do pequeno Abdoulaye Dieng, de apenas 1 ano e 4 meses, divulgou trechos das mensagens enviadas pela direção de uma creche particular em São Paulo ao pai da criança no dia em que o menino sofreu um acidente fatal nas dependências da instituição. As conversas indicam que a escola omitiu a gravidade da situação, comunicando apenas que o aluno teria “passado mal” e solicitando a presença dos responsáveis.
A omissão e os momentos críticos
De acordo com os relatos e os registros apresentados pelos advogados da família, o pai foi surpreendido ao chegar ao local e constatar que o estado de saúde do filho era gravíssimo. Abdoulaye chegou a ser socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos decorrentes do acidente dentro da unidade de ensino infantil.
”A família foi privada de saber a real dimensão do que estava acontecendo com a criança naquele momento crítico. As mensagens enviadas mostram uma tentativa de minimizar a urgência do fato”, afirmou a defesa dos pais em nota.
Investigação policial e desdobramentos
O caso segue sob apuração rigorosa das autoridades policiais da capital paulista. Os investigadores trabalham para esclarecer as circunstâncias exatas em que o acidente ocorreu, apurar se houve negligência, imperícia ou omissão de socorro por parte dos funcionários e da administração da creche.
- Depoimentos: Professores, cuidadores e diretores da unidade estão sendo ouvidos.
- Perícia: Laudos periciais e imagens de câmeras de segurança do entorno foram solicitados para reconstituir a linha do tempo do ocorrido.
- Cobrança por justiça: A comunidade local e familiares cobram respostas rápidas e a responsabilização legal dos envolvidos no acompanhamento do menino.
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