.Itamaraty nega visto a diplomatas Riley Barnes e Samuel Samson por suspeita de ingerência no sistema eleitoral
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) barrou os pedidos de visto de entrada dos diplomatas norte-americanos Riley M. Barnes e Samuel Samson. A decisão, tomada após avaliação das autoridades brasileiras, fundamentou-se no receio de que a viagem ao país às vésperas do pleito presidencial fosse instrumentalizada politicamente para contestar e colocar em dúvida a integridade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.
Riley Barnes atua como secretário-assistente da Divisão de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado dos EUA, enquanto Samuel Samson ocupa o cargo de secretário-assistente adjunto na mesma repartição. As solicitações de visto foram protocoladas pela diplomacia americana com a justificativa oficial de realizar discussões institucionais acerca da “liberdade de expressão relacionada às eleições”.
Contudo, uma apuração revelada pelo jornal norte-americano The Washington Post indicou que a viagem faria parte de uma estratégia de membros do governo norte-americano para levantar questionamentos sobre o processo eleitoral do Brasil. Diante desse cenário, o governo brasileiro interpretou a iniciativa como uma tentativa indevida de ingerência política e optou pela rejeição dos vistos.
O Departamento de Estado dos EUA rejeitou categoricamente as acusações brasileiras. Em posicionamento oficial, o governo americano afirmou que a missão tinha o objetivo de realizar uma “visita de rotina” e classificou os questionamentos sobre os propósitos do deslocamento como “uma mentira sem fundamento”.
A recusa ocorre em meio ao acirramento das atenções internacionais sobre o pleito eleitoral brasileiro. Recentemente, a Justiça Eleitoral brasileira precisou reafirmar a segurança e a transparência dos equipamentos de votação, desmentindo conteúdos falsos sobre o desenvolvimento e fornecimento das urnas eletrônicas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou que todos os softwares e hardware são desenvolvidos e fiscalizados sob estrito controle das autoridades brasileiras, afastando qualquer indício de vulnerabilidade.
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