CURITIBA — O cenário eleitoral para as eleições de 2026 no Paraná ganhou novos contornos com a reorganização das forças de centro-direita e direita no estado. O movimento do Republicanos, que reforçou sua aproximação com o grupo político do governador Ratinho Junior (PSD) e abriu espaço para o bloco liderado pelo deputado federal Sandro Alex (PSD), resultou no isolamento progressivo do senador Sergio Moro (PL) e na redução do seu alcance na formação de uma ampla coligação estadual.
A decisão nacional do Republicanos de manter a neutralidade e não formalizar adesão imediata à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) reflete diretamente nos arranjos regionais. No âmbito paranaense, a inserção do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, no bloco governista comandado por Sandro Alex consolida uma chapa competitiva que se distância do núcleo do PL.
Impactos no palanque conservador
A articulação deixa Sergio Moro diante de uma equação complexa. Embora o PL busque monopolizar a representação da direita no Paraná, a postura do Republicanos retira do ex-juiz uma ponte decisiva com prefeitos, deputados e bases municipais que não pertencem ao núcleo bolsonarista tradicional.
A estratégia do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, vislumbra a preservação do partido para projetos futuros, mantendo as opções abertas para o cenário nacional de 2030, no qual o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, figura como nome central. No Paraná, essa posição flexível permitiu ao partido negociar alianças diretas com o PSD de Ratinho Junior, que busca consolidar a sucessão estadual em torno da pré-candidatura de Sandro Alex.
Indefinições nas convenções estaduais
Apesar do avanço das negociações do bloco PSD-Republicanos, a composição oficial ainda depende dos acertos finais de vice, nomes para o Senado e homologação em ata durante as convenções partidárias.
Outros fatores e atores políticos continuam monitorando o redesenho do mapa eleitoral paranaense, como a movimentação do MDB, a definição de nomes como Rafael Greca e Cristina Graeml, e eventuais composições que possam ser fechadas até o limite do prazo eleitoral. Contudo, o dado concreto de momento é o fortalecimento do grupo governista articulado por Sandro Alex e Alexandre Curi, em detrimento do espaço de articulação de Sergio Moro.
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