Ibovespa opera em alta no exterior com dados de inflação dos EUA e safra de balanços

​O Ibovespa registra valorização na sessão, operando na faixa dos 174,5 mil pontos e acompanhando o bom humor dos mercados globais. O movimento positivo ocorre em reação à divulgação dos dados econômicos nos Estados Unidos: o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de junho registrou deflação mensal de 0,1%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cresceu 1,5% em ritmo anualizado. Os indicadores sinalizam uma desaceleração moderada na economia norte-americana, aliviando a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) para novas elevações na taxa de juros.

​No cenário internacional, os principais índices de Wall Street — Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq — também abriram em forte alta, impulsionados pela leitura benigna dos indicadores de inflação e pela temporada de balanços corporativos de gigantes da tecnologia. O dólar comercial recua no mercado global, cotado próximo a R$ 5,07, refletindo o alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.

​Desempenho corporativo e agenda doméstica

​No ambiente doméstico, os investidores acompanham a repercussão da safra de balanços do segundo trimestre e indicadores locais, como a taxa de desemprego (Pnad Contínua), que recuou para 5,4% em junho, demonstrando resiliência do mercado de trabalho.

  • Destaques de Alta: A petroleira Petrobras (PETR4) opera em terreno positivo acompanhando a alta do petróleo, somada aos avanços de Motiva (MOTV3), Braskem (BRKM5) e papéis do setor varejista. A Usiminas (USIM5) também atrai atenção após reportar lucro líquido de R$ 428 milhões no trimestre, superando as estimativas do mercado.
  • Destaques de Baixa: Do lado negativo, as ações da Ambev (ABEV3) registram recuo após divulgar receita e volume de vendas abaixo das expectativas de analistas. O setor financeiro mostra volatilidade, com destaque para a pressão continuada sobre os papéis do Santander Brasil (SANB11) e do Bradesco (BBDC4).

​O mercado segue atento às sinalizações das autoridades monetárias nos próximos dias, pesando o efeito do aperto monetário nas decisões de investimento.


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