O ex-deputado estadual Tony Garcia apresentou denúncias graves contra o senador e ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil-PR), acusando-o de interferir na cúpula do partido Democracia Cristã (DC) para inviabilizar sua pré-candidatura ao governo do Estado do Paraná. Segundo Garcia, o objetivo do movimento seria impedir que ele tivesse espaço em sabatinas e debates eleitorais para apresentar denúncias sobre a conduta de Moro na época em que atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba.
De acordo com relatos feitos por Tony Garcia e divulgados em entrevistas e representações à Polícia Federal, houve a destituição e troca do comando da comissão provisória do partido no estado. O ex-deputado afirma que a direção nacional do Democracia Cristã teria sido cooptada por meio de articulações e repasses financeiros para retirar sua postulação e direcionar o apoio da legenda à candidatura de Sérgio Moro ao governo paranaense. Garcia declarou possuir elementos de prova sobre as negociações e solicitou formalmente ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a abertura de uma investigação sobre o caso.
As acusações somam-se a uma série de embates jurídicos e políticos entre ambos. Tony Garcia, que atuou como colaborador em investigações passadas conduzidas pela Vara de Curitiba, alega ter sido utilizado como agente infiltrado em operações da época da Lava Jato e vem prestando depoimentos no Supremo Tribunal Federal (STF) com questionamentos à atuação do ex-magistrado.
Em resposta às declarações, a assessoria e a defesa do senador Sérgio Moro negaram veementemente qualquer irregularidade ou interferência indevida na gestão do Democracia Cristã. Moro classificou o ex-deputado como um “personagem folclórico” e destacou que Garcia é um ex-condenado pela Justiça que tenta desgastar sua imagem política com ilações sem fundamento técnico ou jurídico.
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