Delegado William Gama Assunção investiga por cárcere privado homem preso após vítima usar sinal silencioso de socorro em Pitanga

PITANGA (PR) — As investigações sobre o caso da mulher de 28 anos socorrida após fazer o sinal universal de socorro no meio da rua ganharam novos desdobramentos nesta sexta-feira (7). O delegado William Gama Assunção, responsável pelo caso na Polícia Civil do Paraná, revelou que o suspeito das agressões agora também é investigado pelo crime de cárcere privado.

​O episódio ocorreu na última segunda-feira (3), em Pitanga, região central do Paraná. Conforme as apurações da polícia, o ex-companheiro invadiu a residência da vítima e a agrediu violentamente com socos, chutes e um cabo de vassoura. O ataque teria sido motivado por ciúmes.

​Logo após a série de agressões, o homem coagiu e manteve a vítima em seu poder, obrigando-a a caminhar com ele até a casa do atual namorado dela para “tirar satisfações”. Foi durante esse trajeto forçado, enquanto tentava ser mantida sob o domínio do agressor, que a mulher conseguiu fazer discretamente, com as mãos nas costas, o sinal silencioso de pedido de ajuda para motoristas que transitavam pelo local.

​O gesto — feito com a palma da mão para fora, o polegar dobrado e os quatro dedos fechados por cima — foi rapidamente identificado por ocupantes de um veículo que passava na via. Percebendo as marcas de ferimentos no corpo da mulher, as testemunhas agiram com presteza: pararam o carro, confirmaram a necessidade de ajuda, resgataram a vítima e encaminharam as partes até a Polícia Militar. O momento do resgate e a abordagem das testemunhas chegaram a ser registrados por câmeras de segurança do município.

​Na unidade policial, o agressor foi preso em flagrante no âmbito da Lei Maria da Penha. Durante o depoimento, ele sustentou a versão de que teria ocorrido apenas uma discussão com agressões mútuas. Após a audiência de custódia realizada no dia seguinte, o suspeito foi concedido à liberdade provisória com medidas cautelares restritivas impostas pela Justiça.

​A inclusão da suspeita de cárcere privado na linha de investigação do delegado William Gama Assunção reflete a gravidade do tempo em que a vítima permaneceu privada de sua liberdade e sob coação física e psicológica antes do resgate. A mulher recebeu atendimento em uma unidade médica da região e conta com o suporte das autoridades locais.


Descubra mais sobre O expresso Br

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *