mudança significativa nas práticas diplomáticas tradicionais dos Estados Unidos, cerca de 90% das indicações para embaixadores durante o segundo mandato do presidente Donald Trump foram destinadas a aliados e apoiadores políticos, em detrimento dos diplomata de carreira. Os dados, compilados pela Associação Americana do Serviço Exterior (AFSA), revelam uma ruptura inédita com o padrão histórico da política externa norte-americana.
Ruptura com a tradição diplomática
Historicamente, as administrações americanas — de governos democratas a republicanos — mantinham um equilíbrio no qual cerca de 60% a 70% dos postos diplomáticos no exterior eram ocupados por diplomatas de carreira do Serviço Exterior. As indicações políticas costumavam ser reservadas para cerca de 30% a 40% dos cargos.
No entanto, o levantamento da AFSA aponta que a proporção atual inverteu drasticamente essa dinâmica:
- Indicações políticas: ~90% dos nomeados.
- Diplomatas de carreira: ~10% dos cargos preenchidos.
- Taxa de vacância: Atrasos nas nomeações e sabatinas do Senado também mantêm um número elevado de postos embaixadoriais em aberto ao redor do mundo.
Reações e preocupações no setor
A AFSA e analistas de política internacional alertam para o impacto dessa mudança na condução da diplomacia de longo prazo dos Estados Unidos. Diplomata de carreira passam por décadas de treinamento especializado em línguas, negociação e geopolítica regional.
”A crescente dependência de nomeações políticas reduz o espaço de liderança para os quadros técnicos de carreira e altera a forma como o país conduz suas relações bilaterais,” apontam relatórios da associação diplomática.
Por outro lado, defensores das escolhas do governo argumentam que nomeados políticos possuem acesso direto ao presidente e representam a visão executiva de forma mais alinhada com as prioridades da atual administração.
Próximos passos no Senado
Todas as nomeações ainda dependem do processo de confirmação no Senado dos Estados Unidos. Enquanto a oposição questiona a falta de experiência diplomática prévia de parte dos indicados, aliados do governo mantêm a aprovação da lista na comissão de Relações Exteriores.
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