Hugo Motta declara apoio à reeleição de Lula após Republicanos optar por neutralidade

BRASÍLIA — O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou publicamente apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio ocorre logo após a direção nacional do Republicanos rejeitar uma coligação formal com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e oficializar a neutralidade da sigla na disputa pela Presidência da República.

​Com a decisão nacional da legenda de liberar seus diretórios estaduais e lideranças, Motta — que atuou como um dos fiadores do posicionamento neutro do partido — confirmou que fará campanha ao lado do chefe do Executivo federal, consolidando o palanque governista no estado da Paraíba.

​Neutralidade do partido e movimento no Nordeste

​Em declarações à imprensa, o presidente da Câmara afirmou que aguardava a definição oficial da cúpula do Republicanos para expor o seu posicionamento. Segundo Motta, a escolha de caminhar com o petista reflete a aliança do seu grupo político local e os investimentos e parcerias do governo federal na Paraíba:

​”Nós iremos declarar esse apoio ao presidente porque é o que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”, declarou Hugo Motta.

​A postura de neutralidade do Republicanos frustrou os planos da campanha de Flávio Bolsonaro, que buscava construir uma coligação ampla com legendas do Centrão para fortalecer seu tempo de televisão e capilaridade regional.

​Articulações locais e cenário nacional

​Na Paraíba, o movimento do presidente da Câmara também se conecta com as articulações regionais para as eleições estaduais e ao Senado. O grupo liderado por Motta busca fortalecer a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), a uma vaga no Senado na chapa governista local, contando com a forte projeção do eleitorado petista na região Nordeste.

​Por outro lado, embora o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, tenha indicado simpatia pessoal à candidatura do PL, a decisão pela independência nacional permitiu que caciques regionais evitem desgaste em bases onde a rejeição ao bolsonarismo é maior ou onde há forte aproximação pragmática com a gestão de Lula.


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