Polícia Civil do DF e Ministério da Justiça desarticulam grupo extremista que planejava ataques ao Palácio do Planalto e a debate presidencial

Brasília — A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em ação conjunta com o Ciberlab do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deflagrou a Operação Rede Interrompida para desmantelar uma articulação extremista que planejava atentados a bomba em Brasília. Entre os alvos mapeados pelo grupo estavam o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o local previsto para o debate presencial do 2º turno das eleições.

​Ao todo, os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão contra suspeitos com idades entre 19 e 31 anos, localizados em cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

​Mapeamento e recrutamento virtual

​As investigações apontam que o grupo utilizava aplicativos de mensagens como o Telegram para organizar e financiar as ações. A estrutura contava com dois níveis principais de engajamento:

  • Grupo amplo: Espaço com mais de 600 participantes dedicado ao recrutamento e à difusão de ideologias extremistas, discursos de ódio e apologia ao nazismo.
  • Núcleo restrito: Canal fechado com 46 integrantes considerados radicalizados. Nesse ambiente, circulam instruções táticas, levantamento de custos e plantas baixas de edifícios públicos, além da busca por voluntários dispostos a executar os ataques violentos.

​Alvos e desdobramentos da investigação

​Segundo dados apurados pelo Ciberlab, os investigados discutiam abertamente estratégias para atingir prédios públicos durante o período eleitoral, com mensagens sugerindo explicitamente causar explosões em locais de debate entre os candidatos do segundo turno.

“A nossa teoria é que não vamos pagar para ver. O material apreendido passa por perícia para identificar novas conexões e avaliar o nível real de avanço dos planos”, destacou a Polícia Civil.

​Os alvos respondem por acusações como associação criminosa, incitação e apologia ao crime, além de infrações previstas na Lei Antirracismo. Os celulares e computadores apreendidos na operação passam por análise para identificar possíveis novos envolvidos na rede.


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