O Grupo SBF, controlador da Centauro e da Fisia (distribuidora da Nike no Brasil), colhe os frutos de uma estratégia iniciada com bastante antecedência ao atingir a marca recorde de R$ 2,2 bilhões em receita líquida consolidada no segundo trimestre de 2026. Impulsionada pelo evento da Copa do Mundo, a companhia registrou um salto de 62,7% no seu lucro líquido ajustado em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 141,9 milhões.
O planejamento de longo prazo envolveu três pilares cruciais: renovação acelerada da rede física, expansão e fortalecimento da marca Nike no país e otimização logística de grande porte.
Reformas e foco em categorias estratégicas
Na operação da Centauro, a renovação das lojas desempenhou papel central. A rede deu continuidade a um plano severo de modernização e revitalização de unidades, oferecendo experiências integradas aos canais digitais e otimizando a distribuição de estoque para evitar remarcações excessivas de preços. Apenas até o meio de 2026, dezenas de lojas foram completamente atualizadas. Categoriamente, produtos ligados ao futebol e à corrida lideraram a demanda, gerando recorde de vendas e margens brutas elevadas.
Força da Nike e recorde em mantos da Seleção
Por meio da Fisia, a operação da Nike provou ser um dos motores mais fortes do grupo. Até o final de julho de 2026, a SBF comercializou mais de 1,5 milhão de produtos relacionados à Copa do Mundo. A marca registrou a venda de 1 milhão de camisas oficiais da Seleção Brasileira — um volume 56,9% superior ao obtido durante a Copa de 2022 —, além de expressivos crescimentos nas vendas de artigos licenciados da CBF e bolas oficiais.
Além disso, a Fisia fortaleceu parcerias com clubes do futebol nacional (como Vasco da Gama e Atlético-MG) e intensificou a presença no canal de atacado e e-commerce direto ao consumidor.
Logística e gestão de estoque
Para sustentar o pico de demanda sem desabastecimentos, a preparação operacional começou mais de um ano antes do torneio. O grupo investiu na ampliação do seu centro de distribuição em Extrema (MG) e realizou ajustes em sua malha logística para acelerar prazos de entrega e melhorar o giro de estoque. A redução no tempo de retenção de produtos e o gerenciamento mais rígido da necessidade de capital de giro foram fundamentais para absorver a escala das vendas durante o período esportivo.
A combinação de execução nas lojas físicas, domínio na distribuição da Nike e eficiência em logística consolidou a posição da empresa no varejo esportivo nacional, convertendo o engajamento da torcida em resultados financeiros históricos.
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