A tensão entre os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e a gestão da estatal atingiu um novo ponto crítico. Funcionários dos Correios realizam, nesta semana, uma assembleia geral para deliberar sobre a decretação de uma greve nacional programada para setembro. O impasse é motivado pela ausência de acordo em relação ao plano de reestruturação da empresa, executado desde o início do ano, e por negociações travadas sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.
Segundo Emerson Marinho, secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a categoria exige o recuo da direção da empresa em pontos considerados prejudiciais aos direitos dos empregados. Caso as reivindicações não sejam atendidas, a orientação sindical prevê uma paralisação das atividades em todo o país.
Principais pontos de impasse nas negociações
A insatisfação dos trabalhadores envolve demandas econômicas e de condições de trabalho:
- Plano de Reestruturação: A categoria aponta sobrecarga de trabalho e corte de etapas operacionais sem o devido dimensionamento de pessoal.
- Redução de Custos com Saúde: Propostas de alteração no plano de saúde dos funcionários continuam sendo motivo de impasse.
- Reajuste Salarial: Representantes dos trabalhadores pedem a reposição das perdas inflacionárias e ganho real, alegando defasagem no poder de compra.
Até o momento, a direção dos Correios afirma manter os canais de diálogo abertos com as entidades representativas para evitar a interrupção dos serviços à população, ressaltando a importância da continuidade das operações postais e de logística no país.
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