PT e PL recorrem a anúncios pagos nas redes sociais e desafiam regras eleitorais do TSE

Brasília — Em meio à movimentação dos partidos para o cenário político nacional, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL) têm utilizado o impulsionamento pago de publicações nas redes sociais com estratégias opostas, acendendo o alerta da Justiça Eleitoral. Enquanto o PT investe em conteúdos impulsionados para enaltecer as ações e realizações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PL direciona verbas para impulsionar postagens focadas em desgastar a imagem da gestão petista e do próprio mandatário.

​A prática de impulsionar anúncios políticos pagos coloca ambas as siglas sob escrutínio, uma vez que as resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecem diretrizes rígidas sobre o uso de recursos financeiros em plataformas digitais.

​As estratégias das legendas

  • Partido dos Trabalhadores (PT): A legenda tem patrocinado publicações focadas em dar visibilidade a programas sociais, dados econômicos positivos e entregas da atual gestão federal, buscando consolidar uma percepção favorável perante o eleitorado.
  • Partido Liberal (PL): A sigla opositora adota o impulsionamento de posts com críticas contundentes à gestão econômica, trechos de discursos desfavoráveis e questionamentos direcionados a Lula, com o objetivo de ampliar o alcance do discurso de oposição.

​O que diz a legislação eleitoral

​A regulamentação do TSE sobre propaganda na internet e impulsionamento de conteúdo impõe limites claros para partidos e pré-candidatos:

Regra do TSE: O impulsionamento de conteúdo pago só é permitido para a promoção positiva de candidaturas, propostas e legendas do próprio partido. A realização de campanha negativa paga — ou seja, pagar plataformas de redes sociais para veicular e distribuir críticas ou ataques a adversários — é expressamente vedada pelas normas eleitorais.

​O descumprimento dessas regras pode acarretar multas aplicadas pela Justiça Eleitoral, além do pedido de remoção imediata dos conteúdos das plataformas e eventuais investigações sobre o uso irregular de verbas, como o Fundo Partidário.

​À medida que o debate político se intensifica nos ambientes virtuais, o TSE e o Ministério Público Eleitoral mantêm a fiscalização sobre os gastos com impulsionamento digital praticados pelos partidos.


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