Governo Lula aciona diplomacia e inicia rito para aplicar sanções de reciprocidade comercial contra tarifas de Donald Trump

​O governo brasileiro formalizou a abertura do processo para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra o sobretaxamento imposto pela gestão de Donald Trump às exportações brasileiras. O movimento, conduzido de forma conjunta pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), abre o rito formal para a retaliação comercial e notifica oficialmente Washington para o início de consultas diplomáticas bilaterais.

​Entenda o processo e os próximos passos

​A decisão busca mitigar ou anular os impactos das tarifas americanas — que atingiram até 37,5% sobre diversos produtos nacionais — antes que o Brasil adote contramedidas definitivas.

  • Consultas diplomáticas: O Itamaraty notifica órgãos de comércio norte-americanos (como o USTR) para propor uma mesa de negociação direta e buscar a anulação do sobretaxamento.
  • Avaliação da Camex: O Comitê Executivo de Gestão da Camex estuda os impactos econômicos e mapeia quais setores ou produtos dos EUA poderão sofrer sanções ou elevação de tarifas.
  • Escopo da Lei da Reciprocidade: A legislação brasileira prevê instrumentos além do aumento de alíquotas de importação, permitindo a suspensão de concessões comerciais e restrições na área de propriedade intelectual.

​O impasse entre Brasília e Washington

​O governo brasileiro classifica as barreiras comerciais impostas pela administração Trump como “injustificadas e arbitrárias”. Os argumentos norte-americanos alegam reencaminhamento de mercadorias associadas à China, tese rejeitada pela diplomacia brasileira.

“As consultas diplomáticas visam mitigar ou anular os efeitos das medidas e das contramedidas, reforçando a disposição do governo brasileiro de privilegiar o diálogo nas suas relações internacionais.” > — Nota oficial do governo brasileiro

​Cenário político e econômico

​Paralelamente à abertura das negociações formais e ao rito de reciprocidade, o Executivo federal mantém em andamento medidas internas de proteção à indústria e ao setor produtivo nacional — como o Plano Brasil Soberano —, ao mesmo tempo em que aciona instâncias multilaterais para conter eventuais prejuízos na balança comercial.


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