Com preço equivalente a dois anos de Mounjaro ou 26 geladeiras, novo iPhone da Apple expõe abismo de consumo sob gestão de John Ternus
O lançamento da mais recente geração de iPhones pela Apple voltou a acender o debate sobre o custo de oportunidade no mercado de tecnologia e consumo de luxo. Sob a liderança do novo CEO da companhia, John Ternus, o evento de apresentação dos aparelhos confirmou a manutenção do posicionamento premium da marca, fixando preços que, quando convertidos para a realidade econômica brasileira, atingem patamares impressionantes.
Um levantamento comparativo revela que o valor cobrado pelos modelos topo de linha da nova geração equivale ao custo de aquisição de bens duráveis de alto valor e tratamentos médicos de longa duração no Brasil. Com a quantia necessária para adquirir o celular topo de linha da Apple, o consumidor brasileiro conseguiria custear, por exemplo:
- Tratamento médico: Cerca de dois anos de suprimento do medicamento Mounjaro (tirzepatida), utilizado no tratamento de diabetes e controle de peso;
- Mobilidade: A compra de até duas motocicletas zero-quilômetro de baixa cilindrada;
- Eletrodomésticos: A aquisição de aproximadamente 26 geladeiras básicas de uma porta.
Essa disparidade de valores traz à tona discussões sobre finanças pessoais e a viabilidade do investimento no ecossistema da Apple. Enquanto analistas do setor de tecnologia apontam que os custos de inovação, processamento e materiais justificam a precificação da empresa, especialistas em finanças comportamentais alertam para o impacto no orçamento doméstico ao trocar itens de utilidade primária por um smartphone.
A apresentação marcou também a consolidação da liderança de John Ternus à frente da gigante de Cupertino, sendo um dos primeiros grandes marcos de sua gestão na definição da estratégia comercial e de produto da empresa para os próximos anos.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



Publicar comentário