Aliados de Lula minimizam Quaest e apontam dado defasado após avanço de Flávio Bolsonaro
BRASÍLIA — Integrantes do governo e da equipe de campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trataram de minimizar, nos bastidores, os resultados do levantamento da Quaest divulgado nesta segunda-feira (14/9).
A pesquisa trouxe como principal destaque um cenário de segundo turno em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 42% das intenções de voto, superando numericamente o atual chefe do Executivo, que registrou 40%. Os dois aparecem em situação de empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No cenário de primeiro turno estimulado, o levantamento mostra Lula na liderança com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro com 31%. O escritor e médico Augusto Cury (Avante) figura em terceiro lugar com 7%, enquanto Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) somam 4% cada.
Reação nos bastidores e trackings internos
Apesar do avanço do adversário na simulação de segundo turno, interlocutores do Palácio do Planalto e do Partido dos Trabalhadores avaliaram que os dados coletados presencialmente entre os dias 10 e 13 de setembro já não capturam o momento político atual.
- “Pesquisa velha”: Um influente ministro do governo afirmou reservadamente que a amostragem refletiria um recorte ultrapassado do eleitorado e projetou reação nos próximos levantamentos.
- Recuperação interna: Monitoramentos internos do PT (trackings) iniciados durante o fim de semana apontam uma tendência de recuperação na imagem do presidente, reconduzindo Lula à liderança no segundo turno.
- Mobilização: Aliados do governo avaliam que a divulgação dos números tem um efeito colateral útil ao “despertar a militância” para a reta final e intensificar a engrenagem de campanha.
O levantamento da Quaest ouviu 2.004 eleitores em todo o país e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.
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