Sóstenes e Flávio Bolsonaro reagem a reajuste do Bolsa Família por Lula a 17 dias da eleição
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou publicamente o anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de conceder um reajuste de 15% no Bolsa Família. O anúncio do governo federal, que reajusta o piso do programa social de R$ 600 para R$ 691 e eleva o benefício médio de R$ 675 para R$ 777 a partir de outubro, ocorre a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições.
Em manifestação enviada à imprensa, Sóstenes Cavalcante classificou a medida governamental como um ato de “desespero” eleitoral. O parlamentar ressaltou que o valor do piso foi mantido ao longo do mandato e questionou a oportunidade da concessão da correção na reta final da disputa do pleito.
Para fundamentar as críticas da oposição, o deputado destacou o histórico de valores do programa sob gestões anteriores e afirmou que um incremento real na renda dos beneficiários só aconteceria sob uma futura gestão de Flávio Bolsonaro. De acordo com Sóstenes, a ampliação de repasses promovida durante a administração de Jair Bolsonaro representou um salto de R$ 180 para R$ 600.
O candidato do partido à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), também manifestou oposição ao reajuste por decreto durante agendas de campanha na Bahia, alegando ilegalidade e intenção de influenciar os eleitores. Enquanto a legislação eleitoral limita correções em programas sociais à reposição inflacionária no ano de disputas, o Ministério do Planejamento e representantes do governo federal negaram qualquer motivação de caráter eleitoral na atualização dos valores concedida aos beneficiários.
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