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Análise do celular de Daniel Vorcaro no Supremo Tribunal Federal passa a ter acesso restrito diante de arquivo de 500 gigabytes enviado pela Polícia Federal

Análise do celular de Daniel Vorcaro no Supremo Tribunal Federal passa a ter acesso restrito diante de arquivo de 500 gigabytes enviado pela Polícia Federal

​A análise do conteúdo extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro entrou em uma nova fase no Supremo Tribunal Federal (STF). O acervo digital encaminhado pela Polícia Federal (PF), que totaliza 500 gigabytes de informações, teve seu acesso restrito nos gabinetes dos ministros da Corte para garantir a segurança das investigações e preservar a integridade das provas.

​O volume substancial enviado pela corporação reúne mensagens de texto, registros de chamadas, arquivos de áudio, documentos e logs de atividades do aparelho de Vorcaro. Cópias do material foram distribuídas aos gabinetes de integrantes da Suprema Corte — incluindo os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques — que agora avaliam o conteúdo de maneira reservada.

​A restrição no acesso visa proteger o sigilo das apurações que ainda estão em andamento e evitar o vazamento de dados que possam compromise potenciais novas frentes de investigação. Além do aspecto investigativo, há uma preocupação em filtrar dados de caráter estritamente pessoal contidos no dispositivo e mantê-los sob custódia adequada.

​Para lidar com a expressiva quantidade de informações, os peritos da Polícia Federal utilizaram softwares especializados para restaurar registros apagados e garantir a cadeia de custódia digital do material. O uso desses programas possibilita a realização de varreduras por palavras-chave, cruzamento de dados de conversas e verificação de autenticidade dos arquivos.

​Nos bastidores do tribunal, a avaliação dos gabinetes prossegue sem um prazo definitivo para encerramento. O objetivo dos ministros é averiguar a relevância dos elementos anexados aos inquéritos e checar eventuais lacunas nos relatórios anteriores submetidos pela corporação policial.


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