Afastamento de 42 mil professores em SP expõe a crise e a pressão na gestão Tarcísio e Feder
A rede estadual de ensino de São Paulo enfrenta um cenário alarmante no bem-estar de seus profissionais. Em 2024, sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas e do secretário da Educação Renato Feder, cerca de 42 mil professores foram afastados das salas de aula devido a transtornos mentais e comportamentais. O número coloca em evidência os impactos diretos e colaterais do atual modelo de administração escolar implementado no estado.
Reportagem elaborada pelo jornalista Gilberto Nascimento revela que a intensa cobrança por metas e o foco ostensivo na melhoria dos índices educacionais vêm gerando um ambiente de forte pressão psicológica sobre o corpo docente. Para alcançar as metas fixadas pela Secretaria da Educação, diversas unidades escolares passaram a adotar condutas extremas.
Entre as práticas relatadas estão o contorno das regras internas do sistema de controle de faltas e abordagens drásticas para garantir o engajamento dos estudantes nas provas oficiais, incluindo buscar alunos em suas residências para a realização das avaliações. Esse conjunto de fatores tem sobrecarregado os educadores e levantado questionamentos de entidades da categoria sobre a sustentabilidade e a humanização das diretrizes pedagógicas adotadas na rede estadual paulista.
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