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Agência Federal de Investigação do Paquistão investiga rede suspeita de contrabandear placentas humanas para cosméticos antienvelhecimento

Agência Federal de Investigação do Paquistão investiga rede suspeita de contrabandear placentas humanas para cosméticos antienvelhecimento

ISLAMABAD — A Agência Federal de Investigação do Paquistão (FIA, na sigla em inglês) instaurou uma investigação para desmantelar um esquema ilegal de coleta e comercialização de placentas humanas retiradas de hospitais no país. A organização sob suspeita é acusada de operar um mercado clandestino voltado ao fornecimento de matéria-prima para a fabricação de injeções e produtos com supostas propriedades antienvelhecimento.

​De acordo com as autoridades policiais paquistanesas, o grupo comprava cerca de 200 quilos de placentas humanas por mês diretamente de funcionários e redes hospitalares. O material biológico, frequentemente descartado como lixo hospitalar, era desviado e processado ilegalmente para atender à crescente demanda por tratamentos estéticos e rejuvenescedores.

​O mercado global e os riscos sanitários

​Apesar do caráter ilícito das operações investigadas no Paquistão, o mercado regulamentado de produtos derivados de placenta humana e animal movimenta somas bilionárias ao redor do mundo. Utilizados principalmente nas indústrias farmacêutica e cosmética em países da Ásia e da Europa, esses produtos movimentam atualmente mais de US$ 700 milhões por ano, com projeções de ultrapassar US$ 1,4 bilhão até 2034.

​Especialistas em saúde pública e bioética alertam, no entanto, para os severos riscos associados ao comércio clandestino de tecidos humanos:

  • Contaminação biológica: Sem triagem laboratorial rigorosa e controle sanitário, o manuseio de tecidos corporais pode transmitir infecções graves e patógenos infecciosos.
  • Falta de comprovação científica: Diversos órgãos de vigilância sanitária internacionais destacam que muitos tratamentos estéticos à base de placenta carecem de evidências sólidas sobre sua eficácia e segurança.
  • Violação bioética: O desvio não autorizado de resíduos biológicos hospitalares para fins comerciais fere normas internacionais de biossegurança e direitos dos pacientes.

​A FIA prossegue com as diligências para identificar os intermediários nos hospitais e os receptores finais do material contrabandeado.


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