Augusto Cury propõe fim do presidencialismo e sugere Tarcísio de Freitas como primeiro-ministro

​Em cumprimento de agenda política em Minas Gerais neste sábado (25/7), o escritor, médico psiquiatra e pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, defendeu uma reformulação profunda no sistema político brasileiro. O postulante ao Palácio do Planalto propôs a transição do modelo de governo do presidencialismo para o parlamentarismo, sugerindo o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para ocupar o cargo de primeiro-ministro.

​A declaração ocorre em um momento decisivo da pré-campanha para as eleições de 2026, período em que os partidos finalizam articulações e organizam suas convenções partidárias para formalizar as candidaturas perante a Justiça Eleitoral.

​Lançado pelo Avante com o discurso de superar a polarização política no país, Augusto Cury tem percorrido capitais e municípios em agendas de articulação, com forte atuação em Minas Gerais ao lado de lideranças partidárias como o presidente nacional da sigla, o deputado federal licenciado Luis Tibé, e o presidente estadual do partido, Igor Eto.

​Durante os encontros com apoiadores e a imprensa, o pré-candidato sustenta que o sistema presidencialista centraliza em excesso as crises do país e favorece o embate ideológico constante. Para Cury, uma mudança constitucional que adote o parlamentarismo permitiria maior estabilidade governamental e governabilidade pautada na gestão técnica. Ao citar o governador paulista Tarcísio de Freitas como um nome ideal para chefiar o Gabinete de Governo como primeiro-ministro, Cury acena para setores da centro-direita e busca se posicionar como um articulador de conciliação nacional.

​A proposta de transição do sistema político soma-se aos eixos centrais que o médico e autor best-seller tem apresentado em sua plataforma de pré-campanha, fundamentada na saúde mental, na inteligência emocional aplicada à gestão pública, na expansão da telemedicina e na transformação da educação. O Avante reafirma a manutenção do nome do escritor na disputa ao Planalto como uma alternativa independente e focada em debates programáticos para o desenvolvimento do Brasil.


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