Carlos Lopes, presidente da Conafer, se entrega à Polícia Federal em Brasília após nove meses foragido

BRASÍLIA — O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, entregou-se à Polícia Federal no Distrito Federal após passar nove meses foragido da Justiça. A apresentação voluntária foi articulada entre seus advogados e a corporação, sendo efetuada na sede da Superintendência Regional da PF.

​Lopes é apontado como uma das figuras centrais no esquema de fraudes e descontos associativos não autorizados aplicados diretamente nas aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

​Entenda as investigações e a Operação Sem Desconto

​A ordem de prisão preventiva contra o dirigente havia sido expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Sem Desconto.

  • Esquema bilionário: A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) estimam que o esquema de mensalidades associativas indevidas movimentou cerca de R$ 6,3 bilhões, com cobranças efetuadas diretamente na folha do INSS sem o consentimento dos segurados.
  • Arrecadação milionária: No caso da Conafer, a arrecadação com mensalidades saltou de R$ 6,6 milhões para mais de R$ 40 milhões entre 2019 e 2024, impulsionada por filiações falsas.
  • Indiciamento formal: Carlos Lopes foi formalmente indiciado por organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Além dele, mais de 40 pessoas foram indiciadas, incluindo ex-dirigentes da autarquia previdenciária.

​Após o cumprimento dos procedimentos de praxe na sede da Polícia Federal, o presidente da Conafer deve ser encaminhado para o sistema prisional.


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