Datafolha aponta que maioria dos eleitores diz não sofrer influência de família, redes e imprensa na hora do voto

​A decisão do voto é mantida sob convicção individual para a maior parte do eleitorado brasileiro, segundo levantamento divulgado pelo Datafolha. De acordo com a pesquisa, a expressiva maioria dos cidadãos declara que fatores externos tradicionais — como opiniões de familiares, debates na imprensa ou postagens em redes sociais — não chegam a alterar suas escolhas no pleito.

​Na lanterna entre os fatores de interferência política declarados estão os líderes religiosos. O grupo registra o menor índice de apelo direto sobre o eleitorado: apenas 23% dos entrevistados afirmam sofrer “muita” ou “um pouco” de influência de pastores, padres ou outras autoridades de fé na definição de seus candidatos.

​A desconexão entre o ecossistema digital e a decisão na urna

​Embora o debate político nas plataformas digitais continue intenso, com forte engajamento de militâncias e uso estratégico por partidos, o estudo reflete um comportamento de blindagem por parte da população. Especialistas em comunicação e ciência política ressaltam que, apesar de o fluxo de conteúdos ser volumoso no dia a dia, a autopercepção do eleitor é de autonomia, evitando admitir que seus critérios de escolha sejam direcionados por influenciadores digitais ou bolhas de convivência.

O panorama da influência declarada:

  • Líderes religiosos: Apenas 23% admitem interferência (muita ou pouca) na escolha do voto.
  • Redes sociais e imprensa: A maioria afirma ter convicção própria e desconsiderar a cobertura ou correntes digitais na hora da decisão.
  • Círculo social: Relações familiares e amizades também aparecem com impacto secundário na declaração dos entrevistados.

​Estudos recentes de universidades e institutos de pesquisa mostram que a presença digital é fundamental para a construção de imagem de novos políticos e alcance de audiência. Contudo, na visão declarada pelo próprio eleitor ao Datafolha, o julgamento final na urna continua sendo atribuído a escolhas individuais e avaliações diretas de propostas e governos.


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