Flávio Bolsonaro acusa Lula de ‘tentar comprar votos’ com reajuste do Bolsa Família às vésperas do pleito
A reta final da campanha para as eleições presidenciais foi marcada por uma forte troca de acusações entre os principais adversários na disputa. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou publicamente a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de conceder um reajuste de 15,04% nos valores pagos pelo programa Bolsa Família.
Durante agendas de campanha, o parlamentar classificou a medida como um “ato de desespero” da chapa governista diante dos números apurados pelas últimas pesquisas de intenção de voto. Segundo o senador, a concessão do aumento de R$ 90 no valor médio repassado às famílias beneficiárias a poucas semanas do primeiro turno representaria uma tentativa direta de “comprar o voto dos mais pobres”. O candidato do PL também argumentou que o reajuste, se focado nas necessidades da população vulnerável, deveria ter sido implementado nos anos anteriores da atual gestão, e questionou a legalidade da medida durante o período eleitoral.
Em resposta às críticas da oposição, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a legalidade da ação do Poder Executivo. O órgão alegou que a legislação que rege o Bolsa Família autoriza a atualização dos valores do benefício e que a medida não configura a criação de um novo programa social nem viola as regras eleitorais. A equipe econômica do governo informou que a readequação provocará um impacto orçamentário estimado em R$ 5,8 bilhões para o exercício corrente, prevendo o início dos pagamentos atualizados para o mês de outubro.
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