Uma mulher de 28 anos foi resgatada de uma situação de violência doméstica no Centro do município de Pitanga, no Paraná, após fazer o sinal internacional de pedido de socorro para uma pessoa que passava pela rua. O gesto silencioso permitiu que um homem de 40 anos percebesse a gravidade do caso e acionasse as autoridades, resultando na prisão do agressor, de 29 anos.
O atendimento da ocorrência
A vítima estava acompanhada de seu ex-companheiro em via pública quando avistou uma testemunha e realizou o sinal com as mãos. Ao notar o gesto e identificar lesões aparentes na mulher, o homem abordou o casal e, a pedido da vítima, conduziu ambos até a sede da 3ª Companhia da Polícia Militar.
Em conversa reservada com os policiais, a mulher relatou ter sido agredida na residência com socos, chutes e golpes de cabo de vassoura após crises de ciúmes do ex-parceiro. O suspeito recebeu voz de prisão e alegou que as agressões haviam sido mútuas. A vítima foi encaminhada a uma unidade médica para atendimento e, em seguida, o caso foi levado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.
Como funciona o sinal universal de socorro
Criado em 2020 pela ONG Canadian Women’s Foundation, o gesto tornou-se uma ferramenta internacional de proteção não verbal para vítimas de violência doméstica ou cárcere privado, permitindo pedir ajuda sem sinalizar verbalmente ao agressor.
O sinal é realizado em três etapas simples:
- Levantar a mão: mostrando a palma virada para a pessoa a quem se pede ajuda;
- Dobrar o polegar: recolhendo-o para dentro da palma da mão;
- Fechar os dedos: cobrindo o polegar com os outros quatro dedos, simbolizando que a pessoa está presa.
- 190 — Polícia Militar (situações de emergência e flagrante)
- 180 — Central de Atendimento à Mulher (denúncias e orientações)
- 153 — Guarda Municipal (nas cidades com patrulha comunitária/Maria da Penha)
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