O partido Missão entregou à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal um relatório técnico com os registros de acesso, e-mails e endereços de IP relacionados à filiação fraudulenta do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
De acordo com o levantamento inicial da sigla, a operação que inseriu o parlamentar indevidamente em seus quadros foi realizada a partir de um dispositivo eletrônico localizado no bairro Santo André, em Belo Horizonte (MG). O relatório técnico apontou ainda dados inconsistentes inseridos no cadastro, como o endereço fictício “Rua dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano”, além de divergências entre o CPF digitado e o título de eleitor do parlamentar.
Credenciais e desdobramentos
Em nota oficial, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descartou a hipótese de ataque cibernético às suas bases de dados. A Corte informou que a filiação resultou do uso indevido de ferramentas do sistema eleitoral por alguém que possuía credenciais de acesso válidas da própria legenda Missão.
Diante do ocorrido, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques:
- Encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE);
- Determinou a abertura de inquérito pela Polícia Judiciária para apurar a autoria da fraude;
- Suspendeu temporariamente o sistema Filia para revisão de segurança.
Tanto a defesa do senador quanto a direção do Missão afirmaram ter sido vítimas de uma ação maliciosa. A filiação indevida chegou a bloquear temporariamente o registro de candidatura de Flávio Bolsonaro pelo Partido Liberal (PL). No entanto, após o reestabelecimento de sua situação legal junto à Justiça Eleitoral, a candidatura do senador foi devidamente oficializada.
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