Sergio Moro, Requião Filho e Sandro Alex travam disputa pelo governo do Paraná com ausência em debate e acirramento de estratégias

​A disputa pelo Palácio Iguaçu nas eleições municipais e estaduais de 2026 ganhou contornos mais firmes no Paraná com o desdobramento do primeiro debate televisivo promovido pela TV Band. Liderando as pesquisas de intenção de voto com cerca de 35% a 39%, o senador e ex-juiz Sergio Moro (PL) optou por não comparecer ao encontro, alegando nas redes sociais a existência de um “jogo combinado” entre os adversários para atacá-lo. Com a ausência do líder, o embate direto ficou concentrado entre o deputado estadual Requião Filho (PDT) e o ex-secretário e deputado federal Sandro Alex (PSD).

​O duelo no primeiro debate televisivo

​Sem a presença do candidato do PL, Requião Filho e Sandro Alex utilizaram o espaço para demarcar posições ideológicas, criticar a fujona estratégia de Moro e discutir temas essenciais para o estado, tais como:

  • Gestão e infraestrutura: Sandro Alex, nome apoiado pelo atual governador Ratinho Júnior (PSD), defendeu a continuidade dos projetos estaduais, destacando obras rodoviárias e o novo modelo de pedágio.
  • Privatizações e tarifas: Requião Filho, representante do campo progressista e da oposição, criticou duramente a venda da Copel e os aumentos de tarifas estaduais, prometendo rever contratos de concessão.
  • Ataques à ausência: Ambos os postulantes ao governo estadual condenaram o não comparecimento de Moro, classificando a decisão como uma fuga do confronto democrático e falta de respeito com o eleitorado paranaense.

​Cenário eleitoral e projeções para o segundo turno

​As pesquisas mais recentes indicam que a corrida eleitoral para o governo do Paraná possui cenários bem delimitados:

  1. Liderança de Moro: Sergio Moro mantém vantagem sólida no primeiro turno, garantindo vaga em eventuais simulações de segundo turno.
  2. Disputa pela segunda vaga: Requião Filho aparece como principal nome da oposição, somando cerca de 18% dos votos, enquanto Sandro Alex busca alavancar sua pré-candidatura (que varia entre 5% e 6%) utilizando o peso da máquina pública e a força política de Ratinho Júnior.
  3. Busca por alianças: Enquanto Requião aglutina o apoio dos partidos de esquerda e centro-esquerda, Sandro Alex tenta se consolidar como a alternativa de continuidade de centro-direita perante o eleitor conservador disputado por Moro.

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