A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, integrante do governo do presidente Donald Trump, acusou o Brasil de praticar censura. A declaração foi feita após a rede social X (antigo Twitter) alterar seu sistema de algoritmo para se adequar às exigências da legislação eleitoral brasileira nas eleições de 2026.
A reação da autoridade norte-americana ocorreu após a própria plataforma publicar detalhes sobre a atualização de seu código aberto para o feed “Para Você”. O X implementou o filtro denominado Brazil2026ElectionFilter, desenhado para impedir que postagens de candidatos registrados na Justiça Eleitoral sejam recomendadas organicamente a usuários que não os sigam. Nas redes sociais, Rogers afirmou que a medida evidencia uma “censura imposta pelo Brasil” e criticou a interferência na distribuição de conteúdos políticos.
Em contrapartida, a rede social informou que a mudança no algoritmo foi feita de forma estrita para cumprir o artigo 28 da Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O dispositivo prevê que redes sociais com sistemas de recomendação automática devem remover de seus feeds preditivos as contas e os canais de candidatos registrados, a menos que haja impulsionamento pago contratado.
O X destacou que a atualização não se trata de uma penalidade nem de uma violação às diretrizes internas da empresa. Além disso, a plataforma ressaltou que nenhuma postagem ou perfil será removido do ar ou suspenso: o conteúdo continuará visível normalmente nas páginas oficiais de cada candidato e nos feeds das pessoas que já os seguem voluntariamente.
O episódio amplia a tensão e os atritos diplomáticos em torno do ambiente digital e da regulação das redes sociais no Brasil em relação ao pleito de 2026.
Descubra mais sobre O expresso Br
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



