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Torre Eiffel fecha em protesto após visitantes hindus pedirem afastamento de funcionárias mulheres

Torre Eiffel fecha em protesto após visitantes hindus pedirem afastamento de funcionárias mulheres

A Torre Eiffel teve suas atividades interrompidas temporariamente nesta segunda-feira (7) devido a uma greve organizada pelos trabalhadores do monumento. O protesto ocorreu em resposta à decisão da administração de atender a exigências de uma delegação hindu conservadora e afastar funcionárias mulheres de seus postos de trabalho durante uma visita privada.

O incidente aconteceu no último sábado (5), quando cerca de 100 integrantes do grupo BAPS (Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha) visitaram a atração. O grupo indiano estava em Paris para acompanhar a inauguração de seu primeiro grande templo na região metropolitana da capital francesa. Durante a passagem do grupo pelo monumento turístico, funcionárias da Torre Eiffel teriam sido orientadas a deixar seus postos para evitar interações com os visitantes, sendo substituídas por colegas homens.

Sindicatos de trabalhadores, como a CGT, repudiaram a orientação da gestão, classificando a conduta como um ato de discriminação e invisibilização das trabalhadoras com base em seu gênero. A atitude gerou forte reação entre os funcionários, culminando na paralisação dos serviços no início do dia e na suspensão temporária do acesso do público ao local.

A SETE, empresa responsável pela operação e administração da Torre Eiffel, admitiu que acolheu o pedido da delegação para limitar o contato com mulheres. Em nota, a operadora reconheceu o erro e afirmou que “essas condições não deveriam ter sido aceitas”. O presidente da empresa, Ariel Weil, e o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, confirmaram a abertura de uma investigação para apurar as responsabilidades do caso.

A controvérsia repercutiu entre autoridades políticas francesas. A presidente da Assembleia Nacional da França, Yaël Braun-Pivet, declarou no X (antigo Twitter) que o país não deve abdicar de seus valores em relação à igualdade de gênero para satisfazer pedidos de visitantes estrangeiros. Em tom semelhante, o ex-primeiro-ministro francês Michel Barnier destacou que a presença das mulheres no espaço público é inegociável.

Diante do impacto da repercussão, a organização religiosa BAPS emitiu um comunicado pedindo desculpas pelo transtorno causado e alegou que em momento algum teve a intenção de restringir o acesso ou causar constrangimentos ao público e à equipe do monumento. As atividades na Torre Eiffel têm previsão de reabertura normalizada após o alinhamento com as equipes operacionais.


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