Uma operação de resgate mobilizou o Corpo de Bombeiros e a Marinha do Brasil após o desaparecimento de três pessoas no Rio Paraná, em Presidente Epitácio (SP). Henrique Pelissari e seus pais, Armindo Pereira e Salete Pelissari, sobreviveram a um naufrágio permanecendo agarrados à ponta da embarcação por mais de 18 horas em meio à escuridão e às correntezas.
O incidente e a sobrevivência
O grupo saiu para um passeio de barco quando a embarcação começou a submergir. Sem conseguir retornar à margem ou acionar socorro imediato, o trio precisou manter o equilíbrio e a calma durante toda a madrugada.
Segundo relatos das equipes de resgate, o fator determinante para a sobrevivência foi a decisão de permanecerem juntos e agarrados ao casco, que não afundou completamente. A família foi localizada apenas na manhã seguinte, apresentando sinais de fadiga severa, desidratação e leve hipotermia, mas todos estavam conscientes e sem ferimentos graves.
Resgate e assistência
Após serem avistados por equipes de busca e pescadores locais, os três foram levados ao pronto-socorro de Presidente Epitácio.
- Estado de saúde: Receberam hidratação venosa e passaram por exames clínicos.
- Alta médica: Após o período de observação, todos foram liberados para recuperar-se em casa.
Alerta das autoridades
O Rio Paraná, especialmente na região de Presidente Epitácio, é conhecido por suas dimensões vastas e mudanças repentinas de vento (o fenômeno local conhecido como “banzeiro”). A Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros reforçaram as recomendações para navegantes:
- Uso de coletes: O item é obrigatório e foi crucial para manter a flutuabilidade em casos de exaustão.
- Plano de navegação: Informar a terceiros o local de destino e o horário previsto de retorno.
- Comunicação: Portar rádio VHF ou dispositivos móveis em capas impermeáveis.
O caso da família Pelissari serve como um lembrete da força da natureza na região e da importância do preparo técnico para situações de emergência no leito do rio.







