Uma operação da Polícia Civil do Paraná resultou na prisão preventiva de Phetronio Paulo de Medeiros, servidor público federal lotado no Instituto Federal do Paraná (IFPR), na véspera do Réveillon. A investigação aponta que o suspeito utilizava redes sociais para propagar ideais neonazistas, exibir símbolos proibidos e proferir ameaças de ataques violentos.
Detalhes da investigação e prisão
A prisão ocorreu no bairro Rebouças, em Curitiba, após um monitoramento detalhado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil. De acordo com as autoridades, Medeiros não apenas compartilhava conteúdo de ódio, mas também publicava fotos portando armas e mensagens que sugeriam o planejamento de atentados.
- Evidências coletadas: Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram confiscados computadores, celulares e materiais que faziam alusão direta ao regime nazista.
- Histórico digital: O servidor mantinha perfis em plataformas diversas onde interagia com grupos extremistas, utilizando fóruns para validar discursos de supremacia.
Posicionamento das instituições
O Instituto Federal do Paraná (IFPR) manifestou-se oficialmente após a ciência do caso. A instituição confirmou que o suspeito é assistente em administração e informou que um processo administrativo disciplinar (PAD) será instaurado para apurar a conduta do servidor, o que pode resultar em sua demissão definitiva do serviço público.
Em nota, o IFPR reforçou seu compromisso com a democracia e o respeito aos direitos humanos, repudiando qualquer forma de apologia ao crime ou discurso de ódio.
Contexto legal e penalidades
No Brasil, a Lei 7.716/1989 estabelece que a apologia ao nazismo é crime inafiançável e imprescritível. No caso de Phetronio, as acusações se acumulam:
- Apologia ao Nazismo: Fabricar, comercializar ou veicular símbolos (como a cruz suástica) para fins de divulgação do nazismo.
- Ameaça: Comprovada pelas postagens que indicavam a intenção de realizar ataques físicos contra grupos específicos.
- Incitação ao Crime: Devido ao incentivo à violência contra minorias em fóruns digitais.







