Judiciário

Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, é preso pela PF no Paraná por ordem de Moraes

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A detenção ocorreu em sua residência, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

​O motivo da prisão

​Martins estava em regime de prisão domiciliar desde o último sábado (27), após o endurecimento de medidas cautelares contra investigados da trama golpista de 2022. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes converteu a medida em prisão preventiva após identificar o descumprimento de restrições judiciais.

​De acordo com a decisão, o ex-assessor teria violado a proibição de utilizar redes sociais ao acessar a plataforma LinkedIn para buscar perfis de terceiros.

​”Verifica-se que Filipe Garcia Martins Pereira descumpriu as medidas cautelares impostas (…). Essas circunstâncias por si sós evidenciam o desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico”, afirmou Moraes no despacho.

​Argumentos da defesa

​A defesa de Filipe Martins nega qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que:

  • ​As contas digitais do ex-assessor estão sob custódia exclusiva da equipe jurídica desde fevereiro de 2024.
  • ​O acesso ao LinkedIn teria sido realizado pelos próprios advogados para “preservar provas e auditar históricos digitais”.
  • ​Os registros de visualização de perfis seriam fruto de mecanismos automáticos da plataforma, sem ação voluntária de Martins.

​Contexto jurídico

​Filipe Martins é apontado como integrante do chamado “núcleo 2” das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. Em 16 de dezembro de 2025, ele foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos e seis meses de prisão por crimes relacionados à elaboração da minuta golpista. Como o processo ainda permite recursos (não houve trânsito em julgado), ele aguardava o andamento das apelações sob medidas cautelares, que agora foram revogadas.

​Após ser detido, Martins foi encaminhado para um presídio da região de Ponta Grossa.

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