MP recebe perícia técnica e investiga morosidade na punição de envolvidos em irregularidades na Sanepar
As investigações envolvendo possíveis esquemas de corrupção e má gestão na Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) ganharam um novo capítulo esta semana. Documentos encaminhados à Promotoria de Justiça revelam que, após cinco anos do início da Operação Ductos, o desfecho do caso ainda é marcado pela baixa resolutividade e pela ausência de punições a figuras do alto escalão da companhia.
O avanço da perícia técnica
A novidade mais contundente no processo é a entrega de um relatório pericial contratado pelo Ministério Público (MP). Este documento é considerado peça-chave para destravar as investigações que se arrastam desde 2020. Segundo fontes ligadas às denúncias, a perícia detalha irregularidades técnicas e financeiras que não haviam sido totalmente esclarecidas nas fases anteriores.
O denunciante e fotógrafo Eduardo, que tem acompanhado de perto o desenrolar dos protocolos, afirma que os órgãos de controle do Estado — incluindo o TCE (Tribunal de Contas), CGE (Controladoria-Geral), PGE (Procuradoria-Geral) e a agência reguladora Agepar — já foram devidamente comunicados e possuem ciência integral do teor das acusações.
Impunidade e a “Operação Ductos”
A Operação Ductos foi deflagrada com o objetivo de desarticular um esquema de cobrança de propinas para a liberação de pagamentos a empreiteiras. No entanto, o balanço atual das punições é visto com ceticismo:
- Baixo índice de condenações: Até o momento, apenas dois nomes de menor relevância teriam sido punidos.
- Preservação da cúpula: Há uma percepção de que os “peixes grandes” da estrutura administrativa permanecem intocados.
- Resoluções ineficazes: Documentos anexados à denúncia sugerem que as medidas administrativas tomadas pela Sanepar até agora são paliativas e não resolvem o núcleo do problema apontado pela investigação.







