O humorista e apresentador Fábio Porchat, juntamente com seu pai, o empresário e político Fábio Porchat, acionaram o Poder Judiciário contra Lázaro Henrique Pereira em decorrência de publicações feitas em redes sociais. Nas postagens, o réu acusava a família de envolvimento em supostas fraudes na Lei Rouanet, chegando a vincular os nomes dos autores à “Operação Boca Livre”, deflagrada pela Polícia Federal.
A defesa de Porchat argumenta que as afirmações são infundadas e que o apresentador nunca foi investigado ou denunciado na referida operação. O imbróglio, que teve início em outubro de 2025, ganhou novos capítulos nesta semana com decisões favoráveis aos artistas.
Decisão liminar e pedidos de indenização
Após uma negativa inicial, a Justiça concedeu uma medida liminar em grau de recurso, determinando a remoção imediata dos conteúdos acusatórios do ar. O entendimento jurídico preliminar é de que as postagens podem causar danos irreparáveis à reputação e imagem pública dos envolvidos, que possuem longa carreira no setor cultural e empresarial.
No mérito da ação, Fábio Porchat e seu pai solicitam:
- Indenização por danos morais: O valor de R$ 40 mil, sendo R$ 20 mil destinados a cada um dos autores.
- Retratação pública: Que o réu utilize os mesmos meios de comunicação para desmentir as acusações.
Contexto e fatos recentes
O caso reforça uma postura mais combativa de figuras públicas contra a propagação de desinformação na internet. Embora o nome de Fábio Porchat tenha sido mencionado em reportagens antigas (2016) sobre um escritório de advocacia que utilizou recursos da Lei Rouanet para contratá-lo para um evento privado, as investigações da época e o próprio Ministério Público de São Paulo confirmaram que o ator não cometeu irregularidades e não era alvo de inquéritos.
Até o momento, o réu Lázaro Henrique Pereira não se manifestou publicamente sobre a decisão liminar que derrubou suas publicações. O processo segue em tramitação para o julgamento final do pedido de indenização.







