Carregando agora

PREFEITURA de São Paulo e Ricardo Nunes iniciam concessão de escolas para organizações sociais

PREFEITURA de São Paulo e Ricardo Nunes iniciam concessão de escolas para organizações sociais

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) dá um passo decisivo na reformulação do sistema educacional da capital paulista com o início do projeto de concessão de unidades escolares para a iniciativa privada. O plano, elaborado em uma parceria estratégica entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPP), visa transferir a gestão de novas unidades para Organizações Sociais (OSs) sem fins lucrativos, seguindo o modelo de “porteira fechada”.

​A proposta, que já gera intensos debates entre gestores, sindicatos e a comunidade escolar, tem como ponto de partida três escolas em construção localizadas nos bairros de Campo Limpo, Pirituba/Jaraguá e Santo Amaro. Segundo a administração municipal, a previsão é que essas unidades sejam entregues e iniciem suas atividades sob o novo modelo até o final do primeiro semestre de 2026.

​O modelo de gestão e os envolvidos

​Diferente do modelo adotado pelo governo estadual de Tarcísio de Freitas (Republicanos) — que foca na manutenção física e infraestrutura —, o projeto de Ricardo Nunes prevê que as OSs assumam a administração completa. Isso inclui não apenas a zeladoria e alimentação, mas também a contratação de professores e diretores, além da execução do projeto pedagógico, desde que respeitadas as diretrizes curriculares da cidade.

​O secretário municipal de Educação, Fernando Padula, defende que a iniciativa é um “teste em pequena escala” para buscar eficiência. Ele argumenta que o modelo é similar ao que já ocorre com sucesso nas creches conveniadas (que atendem cerca de 80% da rede de educação infantil) e em unidades de saúde como as AMAs e UBSs.

​Embates judiciais e críticas

​A iniciativa, porém, enfrenta resistência. Recentemente, a Justiça de São Paulo estabeleceu prazos para que a Prefeitura preste esclarecimentos detalhados sobre o projeto, atendendo a ações populares que questionam a “privatização” do ensino fundamental. Críticos e entidades como o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais) apontam riscos de precarização do trabalho docente e falta de transparência na gestão dos recursos públicos.

​Em contrapartida, a Prefeitura utiliza como principal argumento os índices de desempenho. O governo municipal frequentemente cita o caso da EMEF Liceu Coração de Jesus, que opera sob gestão compartilhada e registrou notas na Prova São Paulo superiores à média da rede direta.

​O que esperar para 2025 e 2026

​Com o edital de chamamento público sendo finalizado, a gestão Nunes pretende consolidar o modelo como uma alternativa para suprir o déficit de vagas em regiões periféricas de alta vulnerabilidade.

Pontos-chave do projeto:

  • Público-alvo: Alunos do Ensino Fundamental I e II.
  • Custo zero: As unidades permanecerão sendo públicas e gratuitas, sem cobrança de mensalidades.
  • Responsabilidade da OS: Gestão administrativa, manutenção e contratação de pessoal sob regime CLT.
  • Fiscalização: A SME manterá a supervisão pedagógica e o georreferenciamento para a fila de matrículas.

​Enquanto o governo acelera o cronograma de entregas, o Ministério Público e a Câmara Municipal acompanham de perto os desdobramentos, em um cenário que promete ser um dos principais campos de batalha política na educação paulistana nos próximos meses.

Você Pode Ter Perdido

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.