O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu uma nova exigência diplomática para a concretização do pacto de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita: o reino saudita precisará reconhecer formalmente o Estado de Israel e aderir aos Acordos de Abraão para que o projeto seja aprovado de forma definitiva.
A declaração ocorre um dia após a assinatura do termo de cooperação entre o secretário de Energia americano, Chris Wright, e o ministro de Energia saudita, Abdulaziz bin Salman.
O impasse geopolítico e os Acordos de Abraão
A condição imposta por Washington coloca Riade diante de um dilema diplomático histórico:
- Posição dos EUA: A administração Trump argumenta que o acordo traz uma base jurídica para cooperação tecnológica e energética, mas que a aprovação final estará “totalmente sujeita” à normalização das relações com Tel Aviv.
- Resistência Saudita: Lideranças da Arábia Saudita reiteram publicamente que o reconhecimento formal de Israel só ocorrerá mediante avanços concretos para a criação de um Estado palestino soberano.
- Aprovação do Congresso: O texto do acordo “123” assinado entre as duas nações precisa passar pela revisão e aprovação do Congresso norte-americano ao longo dos próximos meses antes de entrar em vigor.
Termos do pacto e preocupações regionais
Embora o governo americano garanta que o programa visa exclusivamente o uso não militar e pacífico da energia atômica, analistas internacionais e autoridades israelenses expressam cautela quanto a uma possível corrida armamentista no Oriente Médio.
“O acordo nuclear civil se refere exclusivamente ao uso não militar e será aprovado, mas está totalmente sujeito à adesão da Arábia Saudita aos respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão.”
— Donald Trump, em publicação oficial em suas redes sociais.
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